“Estamos falando de uma tragédia na educação pública da Paraíba”. A declaração da deputada estadual Estela Bezerra (PT) foi feita durante a 12ª Sessão Ordinária da Assembleia Legislativa da Paraíba, que ocorreu de forma híbrida nesta terça-feira (29).

Durante seu tempo de fala no Pequeno Expediente, a parlamentar trouxe parte de um diagnóstico realizado por professores da rede pública estadual durante os dois anos de pandemia e que trazem dados preocupantes no momento que as escolas voltam a receber alunos de forma presencial.

“O alunado está voltando pra sala de aula em meio a muita ansiedade, pois passaram dois anos em sistema remoto, e muitos deles, em condições precárias”, disse a parlamentar.

“Nós temos hoje 85 escolas que não tem encanamento e não tem água nas torneiras. Em relação aos banheiros, 50% estão funcionando em péssimas condições pois passaram dois anos abandonados e sem manutenção”, afirmou a deputada.

Em relação aos servidores, a situação também é grave. “Temos 85 escolas sem gestores e 240 escolas sem coordenadores pedagógicos. Cerca de 200 escolas estão sem Conselho Escolar”. O diagnóstico também aponta que 300 escolas não tem informática funcionando e outras 53%, incluindo algumas de tempo integral, não tem acesso à internet de qualidade”.

“Estamos falando de uma tragédia, estamos dando um diagnóstico que não está ainda aprofundado”, afirmou a parlamentar lembrando que, em novas oportunidades, vai apresentar a situação de escolas em Cuité, Mamanguape, Cajazeiras e Princesa Isabel.

“São unidades que estão a quase quatro anos em reformas que não andam, incluindo prédios que são patrimônios históricos, a exemplo da cidade de Princesa Isabel”.

Plano de Cargos e Carreira dos profissionais da educação

Ainda no seu pronunciamento, Estela fez um apelo em relação ao Plano de Cargos, Carreira e Salários dos professores e profissionais da educação no Estado.

“Os professores estão numa grande ansiedade sobre a entrega do PCCR então peço que o Governo encaminhe à essa Casa o PCCR dos professores e profissionais da educação”, disse Estela, que questionou:

“Ele não cumpriu a palavra de fazer concurso público, não cumpriu a palavra de responder a Fundeb, e agora não vai cumprir a palavra em relação ao PCCR?”

Estela lamenta a falta de investimentos e de cuidado com a educação pública na Paraíba. “Estamos falando de dois anos de pandemia e três anos e meio de gestão de João Azevedo, onde a educação foi inteiramente abandonada”.