A deputada estadual Estela Bezerra, presidente da Comissão de Direitos das Mulheres da ALPB, se reuniu na tarde da última segunda-feira (1º) com representantes dos movimentos de mulheres da Paraíba com o objetivo de ouvir propostas e sugerir metas e pautas de atuação. O encontro, que aconteceu de forma virtual, reuniu representações de cerca de 20 entidades.

Estela apresentou a composição da Comissão de Direitos das Mulheres, como funciona a comissão e a importância do trabalho legislativo. “Fiz a opção de ficar nessa comissão porque podemos impulsionar e visibilizar essa pauta de direitos e cidadania”.

O ponto central do encontro foi fazer uma audição com os movimentos, não só para o mês de março, alusivo ao Mês das Mulheres, mas sobretudo, o que se espera da Assembleia Legislativa, da Comissão de Direitos das Mulheres e dos mandatos que a compõe. Além de Estela como presidente, a comissão conta com as deputadas Cida Ramos, Pollyana Dutra, Jane Panta e o deputado Edmilson Soares.

Para a parlamentar, os movimentos de mulheres foram os grandes protagonistas de resistência dentro de um cenário conservador que começou a tomar ainda mais força a partir do golpe de 2016, quando uma presidenta democraticamente eleita, Dilma Rousseff, sofreu um impeachment sem ter cometido crime algum.

Joana D’arc, representante da Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB, salientou a importância do debate incluir modelos de sociedade mais inclusivos com a valorização das possibilidades produtivas das mulheres, e avançar nas políticas de inclusão das mulheres nas políticas de igualdade. “Especialmente para mulheres pobres e negras, precisamos pensar políticas que deem condições para que elas possam participar do processo democrático e reivindicar seus direitos”, afirmou.

Entre os pontos acertados, ficou o compromisso de que os movimentos de mulheres acompanhem o trabalho legislativo, e que a Comissão irá manter a escuta com os movimentos de forma permanente.

Ao final do encontro, a parlamentar agradeceu a participação e salientou o espaço na defesa dos direitos das mulheres. “A política e a própria sociedade se encontram num lugar difícil com tantos retrocessos. O ativismo das mulheres é onde me abasteço e esse é o tempo de nos unirmos pelas causas que acreditamos e lutamos. Vou continuar nesse espaço com muita força e mostrando a importância desse lugar”.