A deputada estadual Estela Bezerra (PSB), participou na tarde da última terça-feira (28) de uma audiência pública que debateu a Violência Obstétrica,  realizada no auditório da sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em João Pessoa.. A audiência partiu do MPPB em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública do Estado (DPE) e a Defensoria Pública da União (DPU).

A parlamentar realizou no mês de outubro uma audiência pública na Assembleia Legislativa da Paraíba com mesmo tema, e ressaltou a importância de debater um assunto que ainda não é tratado com a devida relevância. “Não há como não se sensibilizar com os relatos e as denúncias feitas pelas mulheres, e não podemos deixar de classificar a violência obstétrica como uma violência específica contra as mulheres, como violência de gênero”, afirmou a deputada em sua fala.

A palestrante Melânia Amorim, médica obstetra e ativista contra a violência obstétrica e em defesa do parto humanizado,  destacou que esse tipo de violência ocorre quando são realizados procedimentos desnecessários ou prejudiciais, como internação precoce, impedimento da presença de acompanhante, dilatação forçada do colo, toque sem consentimento da mulher e a episiotomia – que é a incisão efetuada na região do períneo para ampliar o canal de parto – sem autorização da mulher. Ainda segundo a médica, boletim da Organização Mundial da Saúde aponta que muitas mulheres são vítimas de abusos, desrespeito e maus-tratos no parto.

A mesa da audiência contou ainda com a participação da defensora regional dos Direitos Humanos da DPU, Diana Farias; a secretária de Estado da Saúde, Cláudia Veras; a secretária adjunta da Saúde de João Pessoa, Ana Giovana Medeiros; da defensora pública do Estado, Remédios Mendes; a promotora de Justiça da Cidadania de Olinda, Maísa Melo; do representante do Conselho Regional de Enfermagen, Emanuel Rodrigues; do professor da UFPB, Eduardo Soares; e da representante do Coletivo de Humanização do Parto, Bruna Graziele, da diretora do Instituto Cândida Vargas, Ana de Lourdes; e da professora da UFPB e enfermeira obstétrica Warglânia Freitas.

 

fotos: Martha Vasconcelos