A Frente Parlamentar Ambientalista da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou mais uma reunião, na tarde desta terça-feira (12), para discutir ações efetivas para conter o derramamento de óleo nas praias do Estado. A reunião foi conduzida pela presidente da Frente, a deputada estadual Estela Bezerra, que na ocasião ressaltou a importância do Poder Legislativo Paraibano comandar um debate sobre um desastre ambiental dessa proporção.

Estela disse o maior avanço na reunião de hoje foi ter inserido a discussão no campo da saúde, para ter segurança no consumo de alimentos e não ocorra impacto na economia da indústria do pescado, assim como da balneabilidade e não prejudique a cadeia do turismo. “Esses foram dois eixos novos que surgem para a gente trabalhar mais adequadamente”, frisou.

Já o comandante da Capitania dos Portos, Capitão Godoy, afirmou que desde as primeiras denúncias sobre as manchas de óleos foi iniciado o monitoramento das áreas atingidas e recolhido material para análise. Segundo ele, apesar de não existir ainda um diagnóstico fechado, é possível afirmar que a pior parte já passou. “Construímos parcerias municipais, estaduais e federais no sentido de manter o monitoramento de todas as 34 praias do litoral paraibano. Também demos início ao plano local de contingência, além de realizar, junto com a Petrobrás e ao Ibama, o monitoramento das áreas mais sensíveis, como os corais, mangues e recifes”, explicou.

A presidente da PBTur, Ruth Avelino, falou sobre o impacto do derramamento de óleo no turismo do Estado. “Teve estados que foram muito afetados, mas aqui na Paraíba o impacto não foi tão grande. A queda da ocupação hoteleira se deu em estados como a Bahia, mas aqui não registramos queda. Estamos monitorando diariamente, dialogando com empresários e demonstrando que as manchas não chegaram aqui, para evitar um impacto negativo da nossa economia. Todos os dias recebemos questionamentos e ressaltamos que não há perigo nenhum de vir curtir as férias nas praias paraibanas”, declarou.

O secretário Executivo da Pesca, Jerônimo Junior, ressaltou que não tem um fato concreto sobre o derramamento de óleo no Estado. “O que existe são resquícios e estamos buscando pontos críticos no Estado, com relação ao pescado e ainda não encontramos. A pesca continua, estamos acompanhando e até agora não encontramos problema de contaminação dos peixes. Nosso pescado é de qualidade e queremos tranquilizar a população. Podem consumir nosso pescado sem problema”, garantiu.

Também participaram da reunião representantes AMA, Associação das Marisqueiras de Acaú, do município de Pitimbu; Defesa Civil de Mataraca; alunos do curso técnico de Gestão e Controle Ambiental do IFPB; Jória Vieira, da AGEVISA; Major Fabian, do Batalhão de Policiamento Ambiental; Danielle Siqueira, da ONG Guajiru; e Tércio Catão, da Sudema.