A deputada estadual Estela Bezerra (PSB) participou na manhã desta segunda-feira (12) da abertura do I Seminário de Formação e Capacitação para Guarda Civil Municipal sobre a Lei 11.340 (Lei Maria Da Penha), que aconteceu no município do Conde e contou com a presença da prefeita Marcia Lucena na mesa de abertura.

Promovida pela Prefeitura de Conde, por meio da Coordenadoria das Mulheres e integrou a formação de agentes dos municípios do Conde, João Pessoa, Alhandra, Pitimbu e Pedras de Fogo.

Para a deputada Estela, é importante termos um olhar sobre os principais problemas que atingem mais da metade da população. “As mulheres somam mais de 51% da população, e não tem como preparar políticas públicas sem envolver esse percentual”, afirmou a parlamentar.

Ainda de acordo com Estela, a guarda municipal tem o dever de cuidar da comunidade, cuidar para que a marginalidade não se construa naquele lugar. “A vulnerabilidade das mulheres é grande e causa problema social, a guarda municipal necessita de um preparo físico e psicológico para desempenhar esse papel de proteção e prevenção. É esse preparo está sendo feito agora”.

Joyce Borges, Gerente de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da Secretaria de Estado da Mulher e Diversidade Humana, ressaltou sobre a importância de uma mudança de mentalidade. “ É preciso uma mudança de cultura desde a infância. Quando um menino bate e agride sua irmã e não sofre reprimenda, ele vai crescer achando que pode agredir outras mulheres e isso vai ser normal”.

Já Maysa Félix, Coordenadora das Delegacias de atendimento à Mulher na Paraíba, afirma que a maioria das agressões e das mortes estão ocorrendo dentro dos lares, num lugar em que ela deveria ter segurança. “E o maior algoz é o próprio companheiro, ex companheiro, ou um familiar. O maior culpado é o machismo dessa violência é o machismo, a cultura do homem em achar que tem sobre nós o direito de vida e morte”.

“Nós que somo operadores da segurança precisamos despertar e nos indignar ainda mais quando presenciamos, atendemos e acolhemos uma vítima de violência em nossa instituição, e esse momento de formação serve para despertar em nós esse sentimento”.

Fotos: Martha Vasconcelos