A deputada estadual Estela Bezerra participou na manhã desta sexta-feira (14) do debate “Quem mandou matar Marielle?”, promovido pela ADUFPB dentro do projeto Realidade Brasileira e Universidade, em parceria com o Psol. A arquiteta Mônica Benício, viúva de Marielle Franco, participou do evento como convidada.

Para Estela, o atual contexto não é só local ou nacional, mas faz parte de um movimento mundial de retrocesso, com perseguições violentas aos grupos progressistas.

“Esse movimento colocou o Brasil em situação de conflito, mas parte de nós não cedeu ao ódio e nossa forma de lutar é com alegria e o amor, não perdemos a energia do afeto e é esse nosso grande escudo”, disse Estela, que salientou a importância de Marielle Franco dentro do caminho da resistência.

“Marielle é referência para todas nós. Ser negra, periférica, ser mulher e levantar bandeiras que são discriminadas historicamente é um incômodo nesse momento. Mas Marielle nos deixou a vontade de lutar, e é dessa força e dessa energia que tiramos a capacidade de continuar resistindo”.

Mônica Benício

Mônica Benício destacou que o ano de 2018 foi fundamental pra entender a atual conjuntura política do Brasil. “O que aconteceu já era uma tragédia anunciada. Quando um deputado exalta um torturador em plenário, e não sai algemado, acontece uma ruptura do estado democrático de direito no Brasil” afirmou.

 “Completando um ano e 11 meses do assassinato de Marielle e da falta de respostas, é importante reforçar pelo Brasil que esse crime foi um atendado à democracia uma violação de direitos humanos, então é de interesse de todo o país que o caso se esclareça.