Aconteceu na manhã desta quinta-feira (13), o lançamento oficial do Observatório de Candidaturas Femininas nas eleições municipais deste ano. O evento aconteceu na sede da OAB-PB e contou com a presença de representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Assembleia Legislativa e Câmara Municipal. A deputada estadual Estela Bezerra participou do evento e destacou que quem mais avançou nos direitos políticos das mulheres foi o marco legal, mas que é preciso avançar mais.

O observatório tem o objetivo de incentivar a participação das mulheres na política e evitar o uso indevido das cotas para candidaturas do sexo feminino. Na ocasião, Estela destacou a iniciativa e ressaltou a importância de promover ações como esta. “Parabenizo a OAB pela iniciativa de levar esse debate e é preciso trazer os partidos políticos para essa discussão, pois se eles não assimilarem essa responsabilidade, as mulheres continuarão sendo ‘laranjas’ nas disputas eleitorais”, afirmou a parlamentar.

Estela também lembrou que historicamente são os partidos do campo progressistas que tem organização e se preocupam com a participação das mulheres. “Os únicos partidos políticos que não receberam nenhum tipo de sanção por não cumprirem sua cota de 30% de candidaturas femininas, foi o PSB, o PT e o PC do B”.

Ainda durante sua fala, a parlamentar ressaltou que sua trajetória política e se pautou pela ideia de igualdade e de justiça social. E finalizou: “A OAB conta com a energia que eu tenho dentro dessa representação. Não tenho vergonha de nada daquilo que me qualifica. Essa luta é justa, me anima, e com ela sei que tenho muitas mãos para segurar, que são fortes que não irão se omitir dessa luta.

A Comissão do Observatório de Candidaturas Femininas é formado por Carol Lopes, secretária geral da OAB; Mônica Lemos, presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB; Isabelle Ramalho, presidente da Comissão de Combate a Violência contra a Mulher da OAB; Francisca Leite, coordenadora da Rede Sororidade; e Adriana Rodrigues, presidente da Comissão de Direito Eleitoral e Parlamentar da OAB. O Observatório ainda conta com o apoio do TJPB, MPF, MPPB, ALPB, CMJP e TRE.