A deputada estadual Estela Bezerra (PSB), participou na manhã desta terça-feira (18), de uma Audiência Pública para elaboração do Plano Diretor de Mobilidade Urbana de João Pessoa, promovida pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (SEMOB), que aconteceu no Ministério Público Estadual.

O objetivo da audiência foi estabelecer diretrizes para ações, programas e investimentos do sistema de mobilidade urbana. Além da deputada Estela, participaram movimentos sociais que atuam na questão da acessibilidade para pessoas com deficiência, sociedade civil, o superintendente da SEMOB, Carlos Batinga, além do vereador Tibério Limeira, presidente da Frente Parlamentar de Mobilidade Urbana da Câmara Municipal de João Pessoa.

Para a deputada, João Pessoa vive um atraso em relação à mobilidade urbana. “Participei da construção do plano diretor de João Pessoa em 2008 e de fato, a cidade vive um atraso  não só dessa gestão, mas um atraso histórico”, frisou.

Estela sugeriu que o diálogo precisa ser mais permanente com as demandas do cotidiano. “Ouvindo aqui a demanda de um público que é pequeno,  mas que é qualificado e veiculado a esse tema, é importante manter as discussões junto àqueles que conhecem a realidade local”, afirmou a deputada, lembrando da necessidade de criar sinergia dentro dos bairros, e citou os exemplos dos bairros de Mangabeira e Cristo.

“Os bairros possuem realidades diferenciadas. Em Mangabeira, por exemplo, a população dispõe de serviços que atendem praticamente todas as necessidades, ao contrário do bairro do Cristo, que apesar de ser um bairro antigo, seus moradores ainda precisam se deslocar para o Centro da cidade para resolver questões prática, como o acesso à agencias bancárias”.

Estela encerrou sua fala lembrando de uma grande necessidade dentro da região Metropolitana de João Pessoa, que é a criação de porto seco, para veículos de grande porte. “E um equipamento importante, já que é constante o transporte grandes carros em horários de rush, e até nas marginais os carros-cegonha ocupam a via pública como estacionamento”, finalizou.