Durante o Pequeno Expediente desta quarta-feira (11), a deputada estadual Estela Bezerra (PSB) falou sobre a falta de confiança da população com as instituições de poder. Para Estela, existe uma tenência não só brasileira, mas mundial, de retrocessos capitaneados pela extrema direita.

“A defesa em nome de Deus e da família, daquilo que é mais perverso e desumano nas relações pessoais, porque abre mão do respeito, da dignidade e da compaixão. Quando se sente a dor do outro como sendo sua, se tem mais flexibilidade, tolerância e amor com o próximo”, afirmou a deputada, que na sequência, mostrou no Plenário um vídeo que circulou nas redes sociais onde uma mãe denunciava ter sido agredida, ao lado de sua filha, por serem confundidas com um casal homoafetivo. O caso aconteceu em Brasília, e ganhou repercussão nacional.

“Essas situações têm como base o preconceito que às vezes se prega nesta Casa e a negação de se discutir gênero, de não discutir tolerância e compaixão”. Estela também citou o caso de dois irmão que foram espancados, um deles chegou a falecer em decorrência da violência, e o caso de um pai e filho, que foram agredidos. Os dois casos aconteceram respectivamente em Salvador e São Paulo, e em comum, foram confundidos com casais homoafetivos.

“Falamos disso como se não fosse assustador, e como se não tivesse relação com quem apregoa basicamente a falta de possibilidade de da discussão sobre diversidade nas escolas, nas igrejas e no parlamento”, disse a parlamentar, que encerrou sua fala com um questionamento: “Quem somos nós para julgar os outros?”

Trabalho na CCJ

Pelo segundo dia consecutivo, a Comissão de Constituição e Justiça se reuniu antes do Pequeno Expediente e analisou 44 matérias. Sobre o trabalho à frente da CCJ, Estela comentou sobre a produção.

“O trabalho da Comissão é fundamental para que o andamento da Casa aconteça de forma célere. A CCJ estava com projetos ainda de maio, pois houve uma grande produção legislativa e também do Executivo, mas provavelmente daremos conta de toda a produção já na próxima reunião”.