Durante viagem à Brasília, realizada nesta quarta-feira (16), a deputada estadual Estela Bezerra (PT) participou de uma reunião com a assessoria jurídica do Observatório Nacional da Mulher na Política do Congresso Nacional (ONMP), onde discutiram sobre violência política de gênero. “Houve um aumento significativo de denúncias de violência política contra as mulheres, e até o momento, o Observatório já contabiliza 178 denúncias de todo Brasil. Esse é um tema que precisa ser enfrentado e tratado pelas instituições de controle e de justiça do nosso país frente às eleições de 2022, período de disputa eleitoral onde a violência política de gênero deve aumentar”, afirmou.

No mês de fevereiro, Estela passou a integrar o Conselho Consultivo do ONMP, o maior mecanismo de acompanhamento da atuação política de mulheres no Brasil. Durante o encontro, ficou acordado que a Paraíba, por meio da Comissão dos Direitos das Mulheres, presidida pela deputada Estela, realizará uma audiência pública sobre o tema, com a participação de representantes nacionais.

Na agenda da Frente Parlamentar Ambientalista, o foco foi medir o que os estados conseguiram fazer em relação ao acordo sobre Mudanças Climáticas. Realizada em novembro de 2021, a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), em Glasgow, reuniu a assinatura de 77 países numa carta compromisso. Brasil, China e Estados Unidos não assinaram.

“Como o governo não assinou, os estados da federação se comprometeram com as metas de destinar recursos e elaborar um planos estaduais para redução do clima e diminuição dos impactos do aumento climático. Também avançamos no diálogo sobre o Crédito Carbono, que é uma política necessária para avançar na proteção das coberturas vegetais existentes, e isso atinge diretamente a proteção da nossa caatinga”, disse Estela.

Ainda em Brasília, Estela se reuniu com a deputada federal Gleisi Hoffman (PT), onde conversaram sobre a atual conjuntura política e os grandes desafios do Brasil e da Paraíba, em ano de eleição e o fortalecimento da presença das mulheres em cargos eletivos.

“Também dialogamos sobre os critérios de inclusão para mulheres, pessoas negras e LGBTQIA+ nas regras de acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de televisão”, disse a parlamentar.